Desenhos de Luan Strombek

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Luan Strombek – luan_carlos_honorio@hotmail.com

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Os dez segundos

Quem dera eu, o depois saber
Do saber, sei somente que sou
Pequeno
Mínimo
ínfimo
As borboletas sucumbiram
Nunca se adaptaram a gaiolas.
Amor(te) é sempre solitária
que não nasce sozinho, mas se vive
Quem dera eu, ter vivido
Os que ao teu redor, vivem
de perto
usufruindo
Em águas inquietas, outrora tranquilas
o que me detém é o teu mar
o vulto do entreolhar
dos teus olhos castanhos,
quase negros
em um indo e vindo,
que se assemelha ao infinito
que dura, pouco menos de dez segundos finitos
dos quais,
queria que durassem
uma eternidade.

Camylla Gonçalves Cantanheide
ccantanheide.tumblr.com

Mimada Sofia

Ah Sofia,
quanta desconsideração,
quanta indelicadeza, Sofia,
quanta vaidade no coração.

Será mesmo coração?
Já foi “de core”, agora é decore.
Decore Kant, decore Marx,
decore Nietzsche…

Ah Sofia,
te mimaram quando te decoraram de Grega,
mas aqueles que a fizeram foi tentando imitar.
Imitar os que filosofavam sem precisar decorar.

Henrique Ferrari — henrique_ferrari16@hotmail.com

Devaneio Veraneio

Os rios azulados que
Correm através da sua pele
O pontilhismo meticuloso
Em sua face ressalta
A mais bela palidez

Delicadeza imensa
Em cada ato, em cada fala
Charme infalível

Liberdade pulsante
Como a de um pássaro
Cortando o céu em dois

Olhar de desconstruir preceitos
De borboletear estômagos
Inteiro, sem nenhum defeito

Toque de ternura
Cura onde se aproxima
Tornando esta, tua sina
Tornando esta, minha nicotina.

Itamar Spira — blogdoitamario.blogspot.com.br

Na liberdade da avenida

A cada dia
Na mesma hora e rua
Mil sentimentos passam

Na descida da Avenida
Já posso sentir as batidas
De um coração que flutua em sua própria lua

Sou tão minha,
Até demais
Pra soltar-me pra alguém

Minha animação é de momento
Ela corre junto ao vento
Sem ter que muito se preocupar

Vezes isso bom
Mas também posso me sentir só,
Eu sou uma só batida
Que se embala junto à vida e se perde por lá

Raquel Ribeiro Rios / fb.com/raquel.rios.923