Poema de Tamara Fracalanza

Amarras
nas nádegas
Sorrateiras memórias
do calabouço
erguido
das paredes das sombras
do outro
Aquele desconhecido
fantasmagórico
e mascarado

Tão claro

A clareza
da sombra povoa
aprisiona
Inquestionável e único
Uno
Imposto sem rodeios
desconfortante
inquietado
Exigências com lanças
lançadas ao pescoço
sufocantes moldeiras
sem poder ser
o que se quer ser

Tamara Fracalanza / tamfracalanza@gmail.com

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