Poema de Tamara Fracalanza

Amarras
nas nádegas
Sorrateiras memórias
do calabouço
erguido
das paredes das sombras
do outro
Aquele desconhecido
fantasmagórico
e mascarado

Tão claro

A clareza
da sombra povoa
aprisiona
Inquestionável e único
Uno
Imposto sem rodeios
desconfortante
inquietado
Exigências com lanças
lançadas ao pescoço
sufocantes moldeiras
sem poder ser
o que se quer ser

Tamara Fracalanza / tamfracalanza@gmail.com

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Só.

Quão bem ou mal isso pode me fazer?
Tudo o que eu temia sentir de novo tem voltado à tona quando penso em você
Está tudo acontecendo tão depressa que já não consigo controlar minha própria respiração
Estou suando por todos os poros e nem sequer estamos no verão
Tem flores brotando no concreto onde quer que eu vá
E uma nuvem de borboletas no meu estômago me pressionando pra voar
Eu estou com medo de ser rápido demais e tirar meus pés do chão
Saltar de cabeça e mergulhar fundo demais no seu recém ferido coração

Eu não possuo outros interesses mas também não tenho certeza se quero continuar aqui,

Só.

Roger Gustavo (Elétron) / coracaoaflordapele.wordpress.com

Poema de Laus Agar

Bom dia Saigon!
você sabe qual o cheiro da guerra?
é o cheiro do meu perfume mais o do dela
é o meu suor mais o do dela
é o cheiro do meu fluído mais o do dela
cerveja cigarro e porque não de erva

o cheiro disso tudo, Isabela
forma toda essa aquerela
e gera o famoso cheiro da guerra

Banho tomado. Aroma resetado.
Boa noite Saigon!
Onde te encontro hoje, Isabela?

Laus Agar