Compasso

À noite, ainda lembro seus passos,
Andando no compasso,
Do meu coração abalado.

O entusiasmo de te ter,
De tocar nos seus cachos
E te amar até morrer.

Me faz sonhar, viver,
Conquistar o mundo,
Entregar só para você.

Seu sorriso tira meu fôlego,
Embaralha meu destino
E transforma tudo em um simples jogo.

Sem ação, nem canção,
Sem amor, sem paixão,
Só com você, no coração.

Jonathan Nobre / aluno/ arj.nobre@uol.com.br

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A Partida

Antes do impulso contido
E do atraso perdido entre o abraço
Tomemos por conta o adeus

Se não tirarmos as mãos do rosto amigo
E se o acaso não prestar juízo aos nossos encontros
Então voltemos ao adeus

A fala dos que se vão é pouca
E não me é estranha como é o cheiro do mato
Não quero te apressar a ida, mas sabei que temo a morte
Como outrora eu também temia a partida

Luiz Henrique Santana / aluno / santana.lhc@gmail.com

Algum dia, em algum lugar, num cruzamento qualquer…

Quero deixar uma flor debaixo de cada soleira de porta
Enquanto o vento bagunçar o meu cabelo
Não exigirei respostas
E as migalhas no caminho
São para nos encontrarmos
Se o destino assim permitir, trocaremos olhares
E a reciprocidade nos presenteará
Dar e receber: receber.
Recolhidas as flores repassaremos
Em mais esquinas, por cada beco
Porque a nossa alegria é ver
Flores nas ruas, algumas murchas
E nós cada vez mais vivos
Pois há desabrochares e desabrochares
Efeitos e efeitos
Migalhas, setas, abraços, cantares;
Sinais intermináveis aguardando por se encontrar

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Caterine Zapata / aluna / catezzb@gmail.com