Desesperança

Quando um não quer, dois não brigam
Nem nunca brincam, não vão se achar
Um não sabe o paradeiro do outro
Se chegou bem ou se está para chegar
Não disputam quem paga a conta
Não existem encontros e nem jantar
Não levanta o braço da cadeira do cinema
Não há ninguém ao lado que se possa abraçar
Não sabem quem são e muito menos quem poderiam ser
Não acenam tchau de longe e não sorriem ao se ver
Não sentem o outro perto e nem distante quando deveriam sentir
Não ligam no dia seguinte porque a noite nunca estiveram aqui
Quando um não quer, só o outro sabe tudo o que perderam

Roger Gustavo / Aluno — fb.com/isgus

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