Espelhos Cotidianos

“Espelhos Cotidianos” é uma série de fotos realizadas pelo aluno Pedro Henrique Carquejeiro com a modelo Ingra Lopes Maia, também aluna da UFABC.

“O que você vê quando se vê pelos olhos dos outros? Quando teu quarto te esconde, onde você está? Os caminhos diversos levam a questões e respostas, nunca fechadas, sempre abertas”

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Para conhecer melhor o trabalho do fotógrafo acesse a página: Fotografias do Carquejeiro

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Quando Precisar de Mim

Quando você precisar de um amigo para desabafar,
Eu estarei aqui…
Quando você precisar gritar,
Eu serei tua voz…

Eu serei tua luz nas noites escuras,
Teu Sol particular em dias nublados…
Posso cantar tua música preferida quando você quiser algo para pensar…
E te dar tudo o que eu tenho,
Só pra que você se sinta desejada…

Quando o teu mundo desabar, eu te abrigarei no meu.
Quando estiver cansada, eu continuarei por você.
Quando quiser esquecer o mundo,
Eu deitarei do teu lado e faremos isso juntos…

Quando precisar de uma verdade,
Te darei meu melhor abraço…
Te farei esquecer todas as feridas,
Até você se sentir amada de novo…

E depois de tudo isso,
Quando você achar que não precisa mais de mim…
Me avisa,
Que eu vou embora…

Ewerton Luiz / Aluno – tudoqfaleidormindo.blogspot.com.br

Adoro monólogos

Adoro monólogos. Não escrevo de outra forma senão esta. Acredito que o ato de escrever seja baseado quase sempre no ato de permitir que o artista liberte suas emoções (visa encontrar pessoas que se identifiquem com aquilo também) em forma de palavras. Escrevo monólogos não por ser egoísta, mas pela necessidade de “dizer sentimentos” ao invés de apenas senti-los. Sentimentos são como barro: se tirá-los da sombra e colocá-los ao sol, verá que se tornarão estruturas sólidas. Não escrevo por ambições maiores do que transformar sentimentos líquidos, misturados e confusos em estruturas sólidas, separadas e interpretáveis por quem quer que seja.
Duque de Verona / Aluno – fb.com/textualizando

Desesperança

Quando um não quer, dois não brigam
Nem nunca brincam, não vão se achar
Um não sabe o paradeiro do outro
Se chegou bem ou se está para chegar
Não disputam quem paga a conta
Não existem encontros e nem jantar
Não levanta o braço da cadeira do cinema
Não há ninguém ao lado que se possa abraçar
Não sabem quem são e muito menos quem poderiam ser
Não acenam tchau de longe e não sorriem ao se ver
Não sentem o outro perto e nem distante quando deveriam sentir
Não ligam no dia seguinte porque a noite nunca estiveram aqui
Quando um não quer, só o outro sabe tudo o que perderam

Roger Gustavo / Aluno — fb.com/isgus

Sem sono

Como o sono não viera, pôs-se a pensar. Lápis na mão, precisava de um plano. Mas os esquemas, as contas, os contos não faziam sentido, não fechavam, não havia clímax.
Há tempos não sonhava. Seria a vida seu maior devaneio?
Pára a intentona de reger o caos!
Pega a batuta e comanda o sono!
Preferia estar perdido, entre notas de Casablancas, Vedder, Reis da Inconveniência e afins. Dizia tentar tudo uma vez, dizia tentar ser um homem melhor ao lado de uma Ela, e quem sabe andar de bicicleta nas Ilhas Cayman.
Há tempos não sonhava? Seria devaneio sua vida?
Que o caos reja essa intentona!
Que o batuta não dorme e comanda a boemia!
E, de rompante, declara: “Leite quente, é isso!”. Derrapante anda até a cozinha. Leite no copo, corpo no leito. Nada feito.
Há tempos sonhava! Devaneio? Era sua vida.
Caos, Intentona, Batuta e Boemia.
Dormir? Pode não. Ocupado sonhando.

Gustavo Sales / Aluno — silvabullet.tumblr.com

 

Poema de Leandro Lopes

Vou brincar de alcançar estrelas,
fingir que posso tocá-las,
e então as trarei pra cá.
Vou brincar de voar sobre as montanhas,
fingir que são pequenas,
e então me sentirei enorme.
Vou brincar de não ser quem sou
e então,
talvez,
de fato nem seja.

Leandro Lopes / Servidor – falecomleandro@live.com

O Beijo

Disperso na cidade de pedra,
tossindo o veneno cinza enferrujado do dia a dia
Vou vestido de sangue vermelho nos olhos
com toda a liberdade pra ser um prisioneiro
banho de sol…
um louco na camisa de força
num quarto apertado feito de prédios, trânsito e trem lotados.
Ódio, muito ódio.
Um beijo
foi do rosto em direção ao corpo todo
efeito em cadeia de suaves cores psicodélicas.
Alivio, certo alivio.

Bernardo Carvalho / Aluno – labirintomistico.blogspot.com.br